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quarta-feira, março 12
segunda-feira, fevereiro 24
domingo, fevereiro 9
ENTREVISTA: REIS DE CARNAVAL DA NAZARÉ 2014
Paula Galego e Emílio Vasco receberam-nos com boa disposição e partilharam connosco um pouco das suas histórias enquanto foliões do Carnaval da Nazaré.
sexta-feira, dezembro 27
SKY NAZA ENTREVISTA: JOÃO J (SECRET STORY), D-RO E SERGIO FRANCISCO
A nossa equipa esteve à conversa com os protagonistas do último Nazaré Natal (22/12) e ficou a conhecer melhor João J. - finalista da 2ª edição da Casa dos Segredos da TVI. Ao longo da entrevista, o ex-concorrente revelou-nos o seu lado mais intimo mostrando-se bastante acessível em relação a questões mais delicadas.
Ainda nesta tertúlia, marcaram presença Diro Zarro - que dá voz ao tema Secret Akordeon - e Sergio Francisco - que integra a organização do evento.
Ainda nesta tertúlia, marcaram presença Diro Zarro - que dá voz ao tema Secret Akordeon - e Sergio Francisco - que integra a organização do evento.
domingo, dezembro 22
SKY NAZA ENTREVISTA: PADRE MOISÉS
O padre espanhol, que a Nazaré acolheu após 3 anos de sacerdócio em Peniche, revelou-nos o seu ponto de vista acerca do povo nazareno e sua cultura. Conheça ainda a sua história de vida e os objectivos que pretende alcançar numa entrevista dividida em duas partes.
terça-feira, dezembro 17
SKY NAZA ENTREVISTA SERGIO FRANCISCO: ORGANIZAÇÃO NAZARÉ NATAL
Sergio Francisco prestou-nos algumas declarações relativamente à organização do evento "Nazaré Natal". Ao longo desta entrevista o mentor do projecto revela-nos algumas surpresas que ainda estão para vir no próximo Domingo, dia 22 de Dezembro.
domingo, dezembro 15
ENTREVISTA A ARMANDO HILÁRIO: MESTRE DE TAEKWONDO DA NAZARÉ
O Sky Naza foi ao encontro do mestre da escola de Taekwondo da Nazaré para ficar a conhecer alguns dos segredos que levaram este clube ao sucesso. Esta escola é detentora de inúmeros troféus, conquistados ao longo dos seus 28 anos de existência, e tem no seu vasto leque de atletas campeões nacionais de técnica e combate.
segunda-feira, dezembro 9
WALTER CHICHARRO FAZ BALANÇO POSITIVO DO "NAZARÉ NATAL"
O presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Walter Chicharro, prestou declarações ao Sky Naza no final do "Nazaré Natal" considerando o evento um êxito. Ao longo da entrevista foram abordados vários temas que marcam a actualidade sem nunca esquecer a comunidade nazarena residente no estrangeiro.
sábado, novembro 9
ENTREVISTA A NUNO OLIVEIRA: O NADADOR-SALVADOR QUE AJUDOU MAYA GABEIRA A REGRESSAR À VIDA
O Sky Naza partiu à descoberta da verdadeira história sobre os acontecimentos do passado dia 28 de Outubro. Durante o salvamento a Maya Gabeira, que caiu ao surfar uma onda gigante na Praia de Norte, a imprensa referiu quase sempre Carlos Burle como o autor das manobras de reanimação ocultando uma peça fundamental no seu regresso à vida, Nuno Oliveira. Hoje, damos-lhe a conhecer melhor o nadador-salvador da Nazaré que prestou os primeiros socorros durante a chegada da surfista brasileira a terra.
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| Nuno Oliveira durante as manobras de reanimação sob o olhar atento de Carlos Burle. |
Sky Naza: O passado dia 28 foi, certamente, um marco importante na tua vida. Mas antes das emoções fortes gostaríamos de saber como foram os momentos que antecederam o acidente. Por volta de que horas te deslocaste à Praia de Norte?
Nuno: No dia 28 estava a chegar à Praia de Norte por volta das 7 da manhã.
Sky Naza: Por mera curiosidade ou admiras a prática da modalidade?
Nuno: Obviamente admiro a modalidade mas num dia normal ia sempre acabar por ir um pouco mais tarde, perdendo assim a ação que se deu bem cedo. Nesse dia estava a integrar a equipa de apoio da Red Bull em terra, ficando na praia para recolher pranchas se necessário ou algo mais que acontecesse.
Sky Naza: Segundo Maya Gabeira esta foi provavelmente a maior onda da sua vida. Como analisas o acidente?
Nuno: Pelo que vi nas filmagens (visto que, encontrando-me na praia, não conseguia ver nada a não ser espumas gigantes) a onda foi brutal e, ao surfar a esquerda, acabou por levá-la a entrar na zona de rebentação mais "inside", onde penso que mais ninguém foi felizmente parar nesse dia. Quem conhece bem o mar da Praia de Norte facilmente distingue dias em que dão ondas enormes, mas alternadamente pela praia e com intervalos que possibilitam o resgate, de dias como aquele, em que o tão aclamado "Canyon" simplesmente não pára de disparar em todas as direções. Onde ela caiu não foi possível aceder a tempo antes de se perder desaparecendo completamente naquele mar e então, tendo tudo no fim corrido bem, considero isto não um acidente mas sim um milagre, pela incrível capacidade de sobrevivência da Maya e por ter aparecido onde foi possível resgatá-la.
Carlos Burle executa o resgate de Maya Gabeira e recebe ajuda de Nuno ao chegar a terra.
Sky Naza: No momento em que Carlos Burle tentava resgata-la já sentias que podias ser útil ou foi tudo acontecendo de forma espontânea?
Nuno: Sentirmo-nos úteis naquelas condições sem qualquer meio para resgate tem de ser algo muito bem ponderado, as correntes e o que resta das ondas vem com uma força incrível e em segundos poderia estar também em risco, o que não ajudaria nada para a situação. Mas sim foi tudo muito espontâneo, estava na praia há poucos minutos, foi a onda da Maya e passado um bom bocado apareceu o colete dela à minha frente e a prancha uns 100 metros mais a norte. Só então depois ela foi vista naquela zona, apareceu e desapareceu várias vezes e quando o Carlos Burle, num grande e fulcral ato de coragem, se atirou à agua, o meu maior medo era que não tivesse pé e começassem a ser levados. Aí ia ser muito complicado. Mas naquele dia estávamos destinados a que corresse tudo bem, vieram duas ondas que os empurraram ao início e depois pude ajudar no reboque para terra.
Sky Naza: Sendo nadador-salvador, explica-nos quais as práticas que utilizaste para trazer Maya de volta à vida.
Nuno: O reboque foi extremamente difícil, ainda que dividido por mim e pelo Burle. O peso parece ser multiplicado num corpo inanimado e a quantidade de água engolida ainda dificulta mais, pelo que mal achei haver condições para avaliar o estado da Maya e trabalhar na reanimação dela decidi parar, sabia que estava no mínimo em paragem ventilatória e nessas condições todos os segundos contam para que seja possível a recuperação e sem lesões. Confirmei a paragem ventilatória e os sinais da falta de oxigénio começavam a ser evidentes, o Carlos Burle iniciou as compressões e de seguida eu administrei ventilação boca-a-boca e continuei as compressões até que tive sinais de recuperação e coloquei-a na posição lateral. Acho que nesta fase foi extremamente importante a concentração para tentar analisar o que necessitava a Maya mas igualmente determinante foi a intenção que ela voltasse e que desse tudo certo com a reanimação. No fundo eu sabia que ela ia voltar e só agi como tal. Depois foi só comunicar muito com ela para controlar a entrada em choque e mantê-la calma, e assegurar que precalços como a onda que levou toda a gente já na areia, como se vê nas reportagens, não comprometesse a recuperação da Maya que já se encontrava mais estável, protegendo-a nunca a largando e mantendo as vias aéreas fora de água.
Sky Naza: Carlos Burle referiu numa reportagem que a sua forma de atuar em manobras de reanimação passa pelas compressões, mas tu seguiste as regras da escola europeia e começaste por dar ventilação. Falaram na altura sobre isso?
Nuno: Durante o acontecimento, quando dei ventilação o Carlos Burle disse-me que "ela já não necessitava disso". Como é obvio não havia um segundo a perder com discussões pois ambos queríamos muito o mesmo, e penso que ele sentiu na minha presença a confiança que o envolvimento emocional causado pela situação lhe poderia fazer falhar. Coordenámo-nos perfeitamente sem nunca termos falado na vida, e o resultado foi muito positivo. Talvez o curso de reanimação que ele falou ter feito suprimisse a ventilação das manobras de reanimação por razões de traumatismos na coluna por exemplo, não sei, mas obviamente vítimas de afogamento que entram em paragem ventilatória necessitam de ser reanimadas sendo lhes administrado oxigénio de qualquer forma, pois não adianta manter a circulação de sangue sem oxigénio. Felizmente com a internet a informação dá voltas ao mundo em instantes e rapidamente aparecem pessoas atentas como o caso da fundação "Lifeguards Without Borders" que aproveitou o caso como exemplo para fazer circular a informação correta para a reanimação de vítimas de afogamento.
Sky Naza: Foste uma peça fundamental no processo de salvamento contribuindo para que a Nazaré não estivesse nas bocas do mundo pela negativa. Como tem sido o feedback por parte das pessoas?
Nuno: O feedback foi absolutamente fantástico por parte das pessoas. Após o que se passou a única coisa que se quer é ver a pessoa bem e cheia de vida e felizmente fui brindado com isso no dia seguinte. Mas muito mais estava para vir, quando muitas pessoas se dirigiram a mim a prestar o seu reconhecimento, muito bom esse carinho aos quais tenho que agradecer visto que foram dias intensos e nada melhor que esse conforto,. São muitas as vezes em que o trabalho de um nadador-salvador não é reconhecido, nem tao pouco agradecido, que também ninguém o faz à espera disso. Ainda mais, aqui com o problema da nossa praia da vila em que todos os dias acidentes são evitados pelo altruismo de surfistas, pescadores ou simples locais que alertam muitas vezes a tempo os turistas que, na inocência do desconhecimento, só se querem aproximar do mar. Isto tudo faz com que o feedback tão forte das pessoas me tenha posto a pensar que preferia não o reconhecimento das pessoas mas que a visibilidade do caso fosse aproveitada para passar informação às pessoas acerca do Suporte Básico de Vida por exemplo, ou que nós e acima de tudo as nossas entidades turísticas começassem a olhar de forma diferente para a sazonalidade da vigilância na nossa praia, que talvez seja insuficiente. A primeira realizou-se, quase como resposta às minhas preces a organização que referi acima editou um vídeo a partilhar a informação correta com base neste caso. A segunda referente à nossa praia permanecerá por resolver...
Sky Naza: A equipa de Maya certamente já te dirigiu algumas palavras de agradecimento. Como tem sido conhecer estas pessoas que estão a ser alvo de reportagens um pouco por todo o mundo?
Nuno: As palavras de agradecimento foram muitas mas acima de tudo o que fica entre as pessoas que não precisa ser dito é o mais importante numa situação destas. Para além de ter sido óptimo contactar com pessoas tão corajosas, determinadas e mediáticas e ao mesmo tempo simples e humildes foi muito bom também ver um pouco das suas vidas naqueles dias. A equipa tem uma dinâmica e boa disposição incríveis e felizmente assim se irá manter por muito mais tempo!
Sky Naza: A Praia de Norte sempre teve ondas gigantes mas, graças a Garrett McNamara, só agora está a ter o devido reconhecimento. Qual a tua opinião sobre aparato que tem sido montado em torno da PN?
Nuno: Sem dúvida que as ondas gigantes sempre cá estiveram, e hão de continuar a estar. No entanto nunca foram surfadas como têm sido estes anos e acima de tudo nunca foi criada uma onda de marketing tão grande, com tanto para ser aproveitado. Quer dizer, da Praia do Norte constantemente têm saído notícias que em minutos dão a volta ao mundo e despertam a maior das admirações, acima de tudo por isto sempre ter estado aqui intacto. Penso que isto é uma bola de neve cujo desenvolver tem passado inicialmente despercebido ao olhar de alguns mais desatentos mas já está muito subtilmente entre nós. As pessoas da terra e de fora já olham de forma diferente para os desportos de ondas e valorizam-nos, não só pelo espetáculo em si como pela envolvência. Afinal onde tem mais prazer um espectador, na confusão de um estádio de futebol ou na tranquilidade da praia?
Um dia cheio de emoções fortes como o passado dia 28 foi suficiente para se instalar uma semana de romaria em massa ao Farol, apenas "para ver a onda", e assim tem sido com milhares de pessoas estes últimos anos. Como cada um de nós pode aproveitar isso já cabe a cada um, mas certamente tem algo a aproveitar. Penso que devemos apresentar a estas pessoas a nossa identidade, gastronomia, cultura e tudo o mais e aproveitar as atenções que das ondas foram para o Canhão, e deste podem ir para muitas outras coisas. Quem sabe um dia por exemplo com tanto mediatismo em torno do "Canyon" nos lembremos como este poderia ser dos maiores viveiros naturais de peixe em toda a costa portuguesa, e se decida preservá-lo ao invés de aceitar que se encha o mesmo de redes ilegais que, ao ficar abandonadas pelos fundos causam ainda mais destruição. Muita coisa pode vir, deve vir. Portanto acho que é mesmo de louvar todo o projeto.
Sky Naza: Na tua opinião, achas que a organização deveria criar uma parceria com a Associação de Nadadores Salvadores da Nazaré de modo a garantir uma rápida intervenção em acontecimentos deste tipo?
Nuno: Certamente a associação se envolveria no que pudesse, quer para trabalhar no resgate perto de terra quer para assegurar primeiros socorros e fazer a ligação com o trabalho dos bombeiros em caso de acidentes. No entanto como já referi acho que há dias especiais na Praia do Norte como o dia 28 que a tornam extremamente desafiante em comparação com qualquer outro pico de ondas grandes, que acabam quase sempre com canal, sendo que o resgate nestes dias tem que ser algo muito bem pensado e estou certo que a organização está atenta a isso.
Sky Naza: Uma mensagem para os leitores do blog.
Nuno: Sigam a SkyNaza !
quinta-feira, novembro 7
SKY NAZA ENTREVISTA "A CELESTE": O RESTAURANTE QUE OS SURFISTAS TANTO ADORAM
Sky Naza: Como surgiu a possibilidade de ter Garrett McNamara pela primeira vez no restaurante?
André Botelho: Numa altura em que o projecto ainda nem era muito conhecido, a Nazaré Qualifica entrou em contacto connosco e pediu que fizéssemos um preço justo face ao número de pessoas que todos os dias, durante o evento, ali iam para almoçar e jantar. Como é óbvio apresentámos o preço que considerámos justo mantendo-se até aos dias hoje.
André Botelho: Numa altura em que o projecto ainda nem era muito conhecido, a Nazaré Qualifica entrou em contacto connosco e pediu que fizéssemos um preço justo face ao número de pessoas que todos os dias, durante o evento, ali iam para almoçar e jantar. Como é óbvio apresentámos o preço que considerámos justo mantendo-se até aos dias hoje.
Sky Naza: Desde então que "A Celeste" tem sido alvo de inúmeras visitas não só de surfistas mas também da imprensa. Quais os nomes mais sonantes que têm marcado presença no restaurante?
André Botelho: Foram muitos os que já cá vieram, vou tentar não me esquecer de nenhum: Hugo Vau, Andrew Cotton, Kealii Mamala, Shane Dorian, Cj Hobgood, Damien Hobgood, Joel Parkinson, Eric Rebiere, Carlos Burle, Maya Gabeira, Pedro scooby, Felipe Cesarano, Coco Nogales, João Guedes, João Macedo, Rúben González, Cj Macias, Kamaki e Nitzan.
André Botelho: Foram muitos os que já cá vieram, vou tentar não me esquecer de nenhum: Hugo Vau, Andrew Cotton, Kealii Mamala, Shane Dorian, Cj Hobgood, Damien Hobgood, Joel Parkinson, Eric Rebiere, Carlos Burle, Maya Gabeira, Pedro scooby, Felipe Cesarano, Coco Nogales, João Guedes, João Macedo, Rúben González, Cj Macias, Kamaki e Nitzan.
André com o conhecido jornalista da CNN, Anderson Cooper.
Sky Naza: Garrett afirma que a Celeste «cozinha as melhores refeições do mundo» . Quais os seus pratos favoritos?
André Botelho: Ele adora migas e salada, aliás, é o prato que ele pede quase todos os dias. A sopa também não falha contendo couve, feijão etc...Ultimamente posso dizer-vos que anda a gostar muito de polvo grelhado (com muito alho) e até costumo brincar com ele dizendo-lhe que é mais "alho com polvo".
O camarão, sempre acompanhado com muito alho, e o peixe grelhado (ex: o robalo) são outras das refeições que ele não dispensa.
André Botelho: Muito boa. Mas também há que referir que ao princípio ninguém acreditava muito no projecto e nós, que sempre acreditámos, estamos agora a receber a moeda de troca.
André Botelho: Nestes últimos dois meses então temos notado um acréscimo bastante significativo. Fora desta época, também temos sentido um crescimento no número de clientes.
Sky Naza: E notam que os clientes têm revelado curiosidade no momento em que fazem o pedido?
André Botelho: Toda a gente tem perguntado o que é que ele come e a pensar nisso criámos o menu 'Garrett McNamara' que tem tido imensa saída.
André Botelho: Nós tratamos todos de igual forma e tentamos que se sintam sempre em casa. Acabam por ficar sempre maravilhados com a comida e com o staff, prova disso são as publicações que fazem nas redes sociais.
André Botelho: É um mealheiro com o formato de um carro antigo (pão de forma) com uma onda a fazer referência aquela surfada pelo Garrett. Foi uma aposta ganha e vendemos logo todas as unidades disponíveis. Depois de uma análise feita ao custo de produção e ao baixo lucro que cada peça gerava achámos melhor não dar continuidade e apostámos na venda de DVDs e postais oficiais que também têm tido uma excelente aceitação por parte dos clientes.terça-feira, março 1
ENTREVISTA | Sky Naza esteve à conversa com a banda "É Só Marchas"
As entrevistas prosseguem e desta vez fomos ao encontro do conjunto musical que irá animar as noites de Carnaval no Ponto Net. O Sky Naza esteve à conversa com Pedro Lucas, vocalista da banda "É Só Marchas", que, simpaticamente, nos cedeu parte do seu tempo para dar a conhecer a história deste seu projecto.
SN: Como surgiu a ideia de se criar uma banda para actuar no Carnaval?
É Só Marchas: Como sabem o Carnaval está-nos no sangue e, independentemente da profissão de cada um, há sempre tempo para a alegria do entrudo. Temos de nos divertir e passar a alegria aos outros. É isso que gostamos de fazer em palco. O brilho nos olhos das pessoas "a balhar" ao nosso ritmo é simplesmente inesquecível.
SN: Quem são os elementos que compõem o grupo?
É Só Marchas: Valter Leandro (bateria), Ricardo Leandro (Jôa) (viola baixo), Carlos Esgaio (Cató) (viola), Nelson Brilhante (teclas) e Pedro Lucas (voz).
SN: A banda conta já com algum historial no Carnaval nazareno. Falem-nos um pouco do vosso percurso.
É Só Marchas: Há 17 anos atrás formámos a banda para tocar em bares e discotecas. Salvo erro em 1994, lançaram-nos o desafio de tocar no Xê D'Areia! (o bar do Formiga). Aceitámos logo e ficou o desejo de continuar. Depois houve alguns anos de interregno... Mas voltámos há 7 anos atrás a fazer o Carnaval em bares e tem sido fantástico. É curioso ver que há já um certo número de pessoas que nos acompanham e não arredam pé. Os chamados fãs foliões! :-)
SN: Este ano, irão tocar precisamente no mesmo local do ano passado mas com o bar totalmente remodelado e com nova gerência. Quais as expectativas para as noites que se avizinham?
É Só Marchas: Acho que o Ponto Net dará sequência ao fantástico ambiente que se conseguiu nos últimos dois anos no Parlapiê. Uma palavra de agradecimento ao Quim por ter apostado em nós, assim como ao Rui (e família) por nos ter dado a possibilidade de continuar este ano. No fundo, sentimo-os em casa e isso só poderá resultar num Carnaval muito divertido para todos os que passarem pelo Ponto Net.
SN: No passado sábado, dia 26, estrearam a primeira sessão de Carnaval com banda ao vivo no Ponto Net. Como correu?
É Só Marchas: Foi o aquecimento! Estava casa cheia, muitos amigos, muitas caras conhecidas e, fundamentalmente, muita vontade de extravazar emoções. É altura disso, de esquecer todas as adversidades e dar alegria ao nosso "eu". Nós demos e daremos o nosso melhor para que isso seja uma realidade.
SN: Sentem que o público foi diferente daquele que frequentava o Parlápiê?
É Só Marchas: Não! E isto foi muito positivo. Vimos que as pessoas voltaram a bálhar no Ponto Net como nos últimos anos. Sabem que é a mesma banda, o mesmo ambiente acolhedor e uma nova gerência que tudo fará para que o Carnaval 2011 seja inesquecível, segundo após segundo.
SN: Para quem nunca vos viu actuar ao vivo, com o que podem contar os foliões nazarenos ao longo da noite no Ponto Net?
É Só Marchas: O nome da banda diz tudo: "É só Marchas"! Ou seja, só damos o que (pensamos que) as pessoas querem no Carnaval: marchas, marchas, marchas... Para os outros ritmos está lá, e muito bem, o DJ Tó-Jú! Em princípio, não temos cégadas nem ranchos - fica o convite e o desafio às respectivas organizações para o fazerem, afinal as cégadas começaram "historicamente" nas tabernas -, mas temos momentos hilariantes durante a noite. Relembro o ano passado em que levámos todas as pessoas que estavam no bar para o lado de lá da esplanada para bálhar à volta da palmeira! Nunca mais me esquecerei desse momento!
SN: Qual a situação mais engraçada que já vos aconteceu ao longo destes anos?
É Só Marchas: Talvez este...: Tinhamos feito um intervalo e, quando voltámos ao bar, estavam 5 foliões (amigos) a tentar tocar marchas! ;-) No passado sábado também tentei tocar uma espécie de samba e a malta que estava no bar parou de balhar! Gritavam "Isso não é marcha! E vocês disseram que só tocam marcha" Foi risada total! Obviamente, que tivemos de voltar às marchas!
SN: A marcha que apresentam este ano tem um ritmo bem ao estilo de uma banda que actua em bar. Qual tem sido o feedback por parte do público?
É Só Marchas: Só no passado sábado é que me apercebi do impacto da marcha nos foliões da nossa terra. Já todos sabem a letra e cantam-na como se não houvesse amanhã. Estão constantemente a pedir-nos para tocar a marcha do Ponto Net, e isso é muito gratificamente. Resultou! Agradecemos o empenho do Nuno Abelha! Fez mais uma bela marcha!
SN: No entanto já a tocaram ao vivo...
É Só Marchas: Ao vivo o ritmo da marcha é ainda mais forte. Ninguém consegue ficar parado, isso é cem por cento garantido! Lanço aqui um desafio às bandas das salas de baile para a tocarem para os seus foliões, tal como nós tocamos as suas marchas. Se queremos um Carnaval da Nazaré mais forte a todos os níveis temos de rumar para o mesmo sentido. Cada um com o seu público, cada um com a sua forma de actuar, mas, sobretudo, TODOS com muito fair play!
SN: A banda "É Só Marchas", tal como o próprio nome indica, é um grupo que surge apenas no Carnaval. Já pensaram em juntar-se para a realização de outros projectos?
É Só Marchas: A maior parte dos elementos tem outros projectos. Apresentam-nos durante o ano. Os "É Só Marchas" reunem-se só no Carnaval porque há algo muito forte entre todos: primeiro a amizade e depois a paixão pelo nosso entrudo!
SN: Para finalizar... Uma mensagem para os leitores Sky Naza.
É Só Marchas: Que sigam este projecto (muito interessante) durante todo o ano. Estão de parabéns porque são de enorme utilidade, sobretudo para quem viva fora da terra. Respectivamente ao Carnaval, já sabem, é um cliché: divirtam-se o mais que puderem e, claro, "kés é bálhar no Ponto Net"!
SN: Em nome da equipa Sky Naza, agradeço a vossa disponibilidade e desejo-vos um óptimo Carnaval!
sexta-feira, fevereiro 25
GRANDE ENTREVISTA | KarikaChupaKavala (Blá Blá Bar)
KARIKACHUPAKAVALA | A Banda que irá actuar durante o Carnaval no Blá Blá Bar disponibilizou-se para responder às nossas perguntas sem tabus. O Sky Naza volta, assim, às entrevistas apresentando-lhe a história de mais um conjunto musical carnavalesco.
KarikaChupaKavala: Somos um grupo musical carnavalesco constituído por: Fábio Constantino (Saxofone, Clarinete), Ricardo Menezes (Baixo e voz), Fernando Codinha (Voz), Vitor Codinha (Guitarra) e Rúben Pacheco (Bateria). Um grupo que pretende imprimir uma energia explosiva e diferente ao Carnaval da Nazaré.
SN: Como surgiu a ideia de se criar uma banda para actuar no Carnaval?
KarikaChupaKavala: Este projecto nasce através de um convite feito pelo pessoal do Blá Blá. A ideia era criar uma dinâmica diferente no bar (basicamente virar o bar ao contrário eheheh ), assim, fomos desafiados para tentar galvanizar as gentes que pára ali no “único baile que não paga bilhete”
SN: O vosso grupo surgiu no Blá Blá após a saída da "Banda da Coina" para o Casino. Já actuavam juntos antes de ingressarem neste bar?
KarikaChupaKavala: O nosso primeiro ano de Carnaval no Blá Blá foi em 2009, em 2008 existia a Banda da Tremocêra (Ricardo Menezes, Fábio Constantino, Rúben Pacheco, Carlos Esgaio e Ricardo Vidinha) que actuou no Bar Sunset (um fantástico pontapé de saída para estas andanças). Depois no ano seguinte, com as saídas do Vidinha e do Carlos, o Fernando e o Vitor juntaram-se ao grupo para criar os Karika.
SN: Existe uma mistura de elementos na vossa banda que integram também outros projectos de Carnaval. Querem-nos falar um pouco sobre isso?
KarikaChupaKavala: É verdade, e as pessoas até fazem confusão com tantos nomes (risos). Como costumamos dizer, somos um “melting pot” que engloba membros de vários grupos. Somos Banda Relante, somos La Resistance, somos Sakanagem, somos Má Tempe! Uma família que adora o Carnaval e tenta contribuir para que a festa seja cada vez mais rica!
SN: Acham que o sucesso das vossas actuações provêm também dessa mistura de elementos?
KarikaChupaKavala: Sim. Estes grupos que mencionámos marcam pela sua irreverência e pela sua originalidade. Somos todos do mesmo mas estes grupos são todos distintos, o que traz uma influência positiva tanto na maneira de actuar como no próprio repertório!
KarikaChupaKavala: Curiosamente foi inventado por um membro da Banda da Coina, esse Sakana do Paulo Oliveira, a quem mandamos um grande abraço!
SN: Que feedback têm recebido por parte dos foliões que vos acompanham no Carnaval?
KarikaChupaKavala: O feedback tem sido muito positivo, especialmente no ano passado onde a aderência foi mesmo fantástica! Somos a banda mais “Hardcore” de Carnaval (risos) e curiosamente não tem havido problemas apesar da agressividade musical. As pessoas entusiasmam-se e realmente puxam por nós, mas sempre sem maldade. Há um código de honra no “Moxe pitt” e toda a gente respeita! (risos). É claro que fisicamente é mais esgotante, mas a adrenalina em palco supera tudo!
SN: Gostariam, futuramente, actuar numa sala de baile? Ou a vossa forma de tocar adequa-se mais aos bares?
KarikaChupaKavala: Tocar numa sala de baile seria uma honra, mas pensamos que o nosso tempo ainda não chegou. É importante não dar passos maior que a perna. Evidentemente que se surgisse uma proposta seria extremamente tentador, mas por agora estamos bem aconchegados no Blá Blá!
SN: Quais as maiores dificuldades que uma banda enfrenta nas longas noites de Carnaval?
KarikaChupaKavala: A dura batalha contra o cansaço e rouquidão (risos). Por vezes não é fácil gerir aquilo que é trabalho e diversão. Tocar 4 a 5 noites seguidas pode ser bastante duro e os corpos não descansam como deve ser porque também nós nos queremos divertir. Fora as questões físicas, tudo o resto faz-se com grande gosto, sabendo sempre que não podemos agradar a toda a gente, infelizmente, mas damos sempre o nosso melhor!
SN: A energia que transmitem ao público presente no Blá Blá é uma das vossas imagens de marca. Para além disso, com o que podem contar os foliões nazarenos este ano?
KarikaChupaKavala: Podem contar com muito “Roots in Carnaval in Nazaré”!!! Que tragam energia para fazermos deste Carnaval o melhor de sempre! E prometemos muito: “Tau! Tau! Tau! Tau! Tau! Tau! Tau!”
SN: Uma mensagem para os leitores Sky Naza.
KarikaChupaKavala: Que façam deste Carnaval uma diversão, é preciso que as pessoas relaxem e “curtam” estes dias! As preocupações ficam para depois do dia 9 de Março! Apareçam no Blá para se juntarem à onda de energia positiva!!
SN: Em nome da equipa Sky Naza, agradeço a vossa disponibilidade e desejo-vos um óptimo Carnaval!
KarikaChupaKavala: Obrigado a todos, especialmente ao Paulinho! Aquele abraço!
terça-feira, fevereiro 9
ENTREVISTA: Sky Naza esmiúça Xês d'arêa (contém videoclip)
Para além da grande entrevista, onde nos revelam parte da sua história, os Xês d'arêa brindam-nos ainda com o lançamento do seu videoclip, em primeira mão na Blogosfera. A todos os elementos deste Grupo... Um bom Carnaval!
SN: Como surgiu a ideia de formarem um Grupo de Carnaval?
Xês d'arêa: Isto foi numa noite muita tonta que "Tavamos c'uma ceguera" todos juntos e derrepente um tonte disse a brincar "vamos fazer uma marcha pó próximo carnaval" e outro tonte disse "então fazemos um carro também" e no meio desta coisa toda outro tonte disse "então vamos também como banda infernal" e pronto pensamos que foi assim (risos). E ainda havemos de fazer brincadeira de carnaval para ver se entramos nos balhes de graça ahah!!
SN: ... E já contam com quantos carnavais?
Xês d'arêa: Este é o nosso segundo carnaval de muitos que nos esperam, esperemos nós, pois "os Xês d'arêa chegarem para atracar!"
SN: De onde surgiu o nome do vosso Grupo?
Xês d'arêa: Estávamos todos numa conversa do Messenger, todos na mesma janela, e no meio daquela confusão toda e de nomes cada um mais estúpido que o outro lá surgiu o nome "Xês d'Arêa" que foi a mistura de outros dois nomes quaisquer que já ninguém sabe. Mais tarde descobrimos que em linguagem nazarena "xês d'arêa" quer dizer "bastante embriagado".
SN: Qual o tema dos "Xês d'arêa" para este ano?
Xês d'arêa: Como já devem ter reparado pela letra da marcha nós este ano vamos à "Paaaaaaaaacmaaaaaaaan" vamos andar aí a devorar tudo, não nos vamos ficar pelas bolinhas brancas! xD
SN: Quantos elementos fazem parte do vosso Grupo?
Xês d'arêa: Somos cerca de 14 mas ao certo nem nós sabemos! Não temos qualquer tipo de organização é tudo feito e combinado através de SMS à ultima da hora e deixamos andar o barco, somos um grupo pequeno mas preferimos assim pois fica um grupo mais unido e sem grandes confusões, conhecemo-nos todos uns aos outros e divertimo-nos todos juntos no Carnaval sem gastar muito dinheiro, apenas nos tecidos, curtindo assim a nossa maneira e fazendo nós praticamente tudo vivendo assim o Carnaval ao máximo.
SN: O vosso Grupo é composto somente por foliões do sexo masculino. Já pensaram alguma vez integrar mulheres nos "Xês d'arêa"?
Xês d'arêa: Já, mas isto sendo um grupo de amigos e nesse mesmo grupo sermos apenas rapazes, pensámos em integrar as namoradas mas resolvemos ser apenas agente e manter o grupo de carnaval com as mesmas pessoas do nosso grupinho de amigos. Alem disso este ano vão dois terrorzinhos com agente!
SN: Onde são gravadas as vossas marchas?
Xês d'arêa: O ano passado juntámo-nos todos no quarto de um de nós e foi tudo aos saltos lá a mandar ideias e aos gritos e lá ficou gravado. Aquela voz de fundo que se ouve na marcha do ano passado é um que quis à força deixar a sua marca!! AHAHAH. Este ano tivemos a ajuda do Paulo Granada nos arranjos musicais e do Diro Zarro que nos deixou ir la gravar ao seu estudio. OBRIGADÃO aos dois!! Esperemos que tenham gostado das garrafinhas ;) Abraço para eles!!
SN: As vossas músicas são, também elas, conhecidas muito por culpa das letras e dos vários estilos musicais que apresentam. De onde vem a vossa inspiração?
Xês d'arêa: Depois de fazermos os cortes nas musicas e termos o instrumental acabado, colocamos aquilo a tocar e vamos improvisando, escrevemos o que acharmos que fica melhor. Muitas das frases surgem nas nossas saídas a noite, outras são frases que vão aparecendo durante a gravação. Este ano contámos com a contribuição do Emanuel Meca mais conhecido por Léléu, o grande PEXARANHA! Que lá mandou uns versos para a letra da marcha! Ele é muita tonte! Grande abraço para ele também!!!
SN: Como estão a decorrer os preparativos do vosso carro alegórico na Bonarte?
Xês d'arêa: O carro está orientado e vamos andar a releta pela marginal outra vez, mas desta vez pior!! Este ano optámos por continuar com a ideia do ano passado e vamos a empurrar o carro outra vez, pois a malta diverte-se muito mais ao invés de irmos a marchar a tráz dele!
SN: Falando um pouco sobre o Blogue... O que acham do projecto "Sky Naza"?
Xês d'arêa: Pensamos que é importante, principalmente nesta altura porque divulga bastante o Carnaval da Nazaré mantendo todas as pessoas actualizadas em relação aos grupos, ás marchas e a tudo relacionado. Para além disso à que dar o mérito pois isto envolve bastante trabalho e é todo ele feito apenas por uma pessoa! Podes ter a certeza que por parte do Xês d'arêa irás ter seguidores durante o ano inteiro até ao próximo Carnaval! Abraço para ti e boa continuação deste grande trabalho!!
SN: Aproveitem também para deixar uma breve mensagem a todos os foliões que nos visitam diariamente.
Xês d'arêa: Divirtam-se! Curtem e esperemos que gostem da nossa contribuição para o carnaval com o carro marcha e tudo, fazemos a marcha para nós mas também com a ideia que vocês também gostem e balhem a partir tudo. Não entrem em controvérsias uns grupos com os outros porque o carnaval é para andar tudo tonto a curtir as marchas uns dos outros porque se só existisse apenas uma marcha, o Carnaval não seria o mesmo! Façam as vossas cenas da melhor maneira que conseguirem pois a nosso ver as coisas que são feitas pelas mãos dos grupos tem muito mais significado do que pagar a outras pessoas para o fazerem! O Carnaval tem de ser espontâneo sem grandes planos e de maneira a que todos os elementos dos grupos estejam envolvidos, ganham e divertem-se muito mais a serem os próprios a fazer as coisas! BOM CARNAVAL PARA TODOS! NHAM NHAM NHAM NHAM!!!
sexta-feira, fevereiro 5
ENTREVISTA: "Sakanagem" - As revelações de um grupo de sucesso!
É já no próximo Sábado (6 de Fevereiro) a grande apresentação dos "sapates" mais famosos da praia. Para além da saída dos Bicicletas e das Trotinetas, também os "Penantes" irão desfilar os seus charmosos "fátes trêne" com a grande particularidade deste ano, a revelação do "sapate".
Mas engana-se se pensa que os "Sakanagem" irão ficar-se pelo desfile a pé. Este grupo, repleto de músicos hilariantes, irão estar presentes na grande matiné organizada pelo Blá Blá. Durante a tarde de Sábado, irão ser apresentados temas de sucesso como: "Tô Stón", "Álés és um Marote", "Vô Melhar o Bêce", "Jesus Fixi" e o grande êxito deste ano... Le Grand Chanson - "Tou Tod´Zaborde.
ENTREVISTA
SN: De onde surgiu o nome "Sakanagem"?
Sakanagem: Não é do nosso tempo... são coisas tontas que vão acontecendo.... e bumba! Fora de brincadeiras... isto era o nome do nosso pelotão no Ultramar, mais conhecidos como os "Inglorious Sakanas". Até acho que fizeram um filme disso agora....
SN: As vossas marchas têm sido verdadeiras obras de arte muito por culpa das letras que apresentam. De onde vem tanta inspiração?
Sakanagem: Cada cabeça, a sua senteça! É mais ou menos assim que surge, metendo umas cervejas, whiskys e vodkas tontas! Depois, nas noites, só nas noites de lua cheia, aparecem bruxas e só nos apetece é Vanilla! Lá vamos para o Queque e Cenoura e acabamos por perceber que aquilo não é um bar, é uma pastelaria!
SN: Em que local são gravadas as vossas marchas?
Sakanagem: É mais ou menos onde tiver um microfone montado e cabos para as guitarras, os baixos, as baterias, os orgãos, o kazoo e gravamos sempre em pé!!!! Há malta que não curte cadeiras... desta vez foi na cave do Ruben, para o ano é no Queque e Cenoura!
SN: A gravação com instrumentos ao vivo tornam a marcha melodicamente bem mais atractiva e, para além disso, reforça o balanço que poderá vir a provocar alguns estragos nos bares e salas de baile. Esta marcha foi gravada também a pensar nas noites que se avizinham?
Sakanagem: Principalmente, foi para nos divertir-mos!!! Se conseguir-mos chegar a mais pessoas, muito melhor!!! Então, se os astros e as luas se conjugarem, acho que pode correr bem e o objectivo de "partir o Carnaval em 4", foi cumprido! Esperamos que sim e que a marcha ajude a recordar o ano de 2010!
SN: Existe algum motivo em especial para que o Galera esteja presente em todas as vossas marchas?
Sakanagem: Porque estamos sempre a tentar comer "à lá gardene" na Galé e nada!!! (risos) Mas mantemos a esperança viva que seja este ano (ou não....)!
SN: Quanto tempo demorou a ser criada a letra deste ano?
Sakanagem: Uma noite de sexta feira (que mais parecia um sábado) para escrever.... duas horas para gravar! Demorou mais porque o nosso provador da marcha tava demasiado bem disposto! Só pensa em "bóderon bondérão" e depois damos por ele metido num "talitalanta"!
SN: Tendo em conta os músicos existentes no vosso grupo, existe alguma probabilidade de vos ouvirmos tocar este Carnaval?
Sakanagem: Com certeza!!! Já invadimos isto e agora têm que nos aturar! Vamos estar espalhados pelas bandas "Karikachupacavala", "É só Marchas" e "Banda da Coina"! Agora é só procurar os Sakanas!!!
SN: Como se irão apresentar ensaiados os "Sakanagem" este ano?
Sakanagem: Este ano, em homenagem àquela grande equipa da Figueira da Foz (um abraço para a Figueira(onde o Malato já foi feliz) ), que ganhou a grande final na 13ª edição da 3ª temporada! Lembro-me bem que apostaram o joker no jogo das boias e conseguiram um "score" fantastico! Por isso... "TODES ABÓRDE... EM FAT'TRENE"! E o toque especial da meia da raquete, acompanhado do melhor sapato disponivel reluzente!
SN: Ao que julgo saber, vocês têm vindo a implementar um novo conceito que passa por andar a pé no dia de saída dos "Biciletas" e das "Trotinetas". Como tem sido os preparativos, dos "Penantes", para o próximo sábado, dia 6?
Sakanagem: Temos o nosso próprio Manel da Muda, o responsável pelo pagamento da cota! Uma coisa simples.... bifes "on carvon", cerveja "on bidon", sal grosso e boa disposição! Começamos o encontro logo de manhã (quando acordar-mos) e "liga-se" logo as brasas do Belo (foi o nome que lhe demos) fogareiro com duas bocas, uma a gás e a outra a net. Depois do Belo fazer o seu trabalho, vamos ter uma Bela (foi o nome que lhe demos) Matiné realizada na sala de baile do Blá Blá. O verdadeiro baile onde não se paga bilhetinho! Bumba! Karicachupacavala e É só Marchas vão estar presentes para animar este belo convivio!!! Está tudo convidado, paga o Rodrigo!!!
SN: Para finalizar, deixem uma breve mensagem a todos os foliões que nos visitam diariamente.
Sakanagem: Quero mandar beijinhos para a Madeira, para Lemigton e para o pessoal de Picassinos! Espero não me estar a esquecer de ninguem... A mensagem pode ser qualquer coisa como "mais vale um pássaro a voar que um Galera a dar tremoce em vez da sapatêra, já me começa a enjoar! Já me quero em Toronto a dançar um "slow" dos White Snake!" Abraço a todos, viva a juventude, viva o lazer e o teu pai bem vestido a fazer o comer!
quinta-feira, janeiro 28
ENTREVISTA: Ricardo Caneco brinda-nos com algumas das suas histórias
Mais uma entrevista com revelações surpreendentes de quem já anda nisto há algum tempo. Ricardo Caneco, teclista do "Jazz d`Inguilhim" (Casino), disponibilizou parte do seu tempo para nos brindar com as suas histórias de Carnaval. Eis a entrevista...
SN: Se calhar começava por te colocar esta questão de forma diferente, talvez assim seja mais facil para ti responder. Qual a sala de baile que ainda não tiveste oportunidade de tocar durante o carnaval?R. Caneco: Na sala da Pederneira. Mas “fiz” um Baile de Natal e um outro de Ano Novo mais o Francisco Taveira. Talvez um dia destes!
SN: Será que nos podes deixar um pequeno resumo do teu "currículo" como músico de Carnaval?
R. Caneco: No Planalto realizei seis Carnavais:
• 1993, com os “HIPER”, de Tó-Zé Pequicho e os Borda d’Água;
• 1994, com os “PAZ d’ALMA”, com Paulo Maurício (Coelho) e Américo Matias;
• 1996, ’97 e ’98 com a “BANDA DA PIÚGA”, com Américo Matias e João Miguel Carvoeiro;
• 2000, com a “BANDA DOS TRAZENTES”, com F. Taveira e J.M. Carvoeiro;
No Mar-Alto realizei dois Carnavais:
• 2002 e 2003, com os “TALIBANDA”, com Zé Rui e J.M. Carvoeiro;
No Casino, vou para o quinto Carnaval:
• 2006, ’07, ’08, ’09 e ’10 com “Ú JAZZ d’INGELHIM”, com F. Taveira e Valter Loureiro e com André Codinha nas primeiras edições.
Pelo meio, em 2005, com F. Taveira, “fiz” o carnaval em Leamington, Canadá.
Contas feitas, vou para o décimo quarto carnaval (fora os de verão) e conto chegar aos trinta!
SN: Ao longo dos anos o Carnaval da Nazaré tem vindo a sofrer alterações. Como vês o noss' entrude nos dias de hoje?
R. Caneco: Sinais dos tempos, de maior controlo e organização, julgo que estamos a perder a característica principal que nos distingue, pela positiva, de outras localidades que apostam no Carnaval como Loulé, Ovar ou T. Vedras: a espontaneidade. Associada a esta perda de espontaneidade está a perda de autenticidade. Precisávamos de libertarmo-nos de tantas regras, imposições e controlos como por exemplo, o mote que limita a liberdade criativa do autor.
SN: E nas salas de baile, o que mudou?
R. Caneco: O que mais gostava nos bailes era ouvir do vocalista, mesmo antes de tocar nos bailes, era o “é fim-de-série, podem descansar!” Depois, punha-se o som baixinho, de fundo, e as crianças aproveitavam para brincar, os adultos para ir ao bar e as senhoras para porem a conversa em dia. Eram momentos de pura confraternização.
O Intervalo grande (que na terça-feira durava uma hora e meia) era o pretexto para irmos para casa de amigos comer à fartazana ou para namorarmos com mais privacidade. Voltávamos para o baile (ou íamos visitar outros) cheios de alegria e de energia, ora essa!
Agora é “sempre a abrir”, o que também é bom, mas tenho saudades daqueles tempos…
SN: O ano passado, para além do Jazz d`Inguilhim, fizeste parte da Banda da Coina. Qual o segredo para te adaptares rapidamente a uma banda que tem um estilo muito próprio de tocar?
R. Caneco: O instrumento que eu toco (teclados) permite uma adaptação rápida a bandas de carnaval. Por outro lado, o facto de eu tocar com muitos músicos diferentes ao longo do ano dá-me o traquejo e a experiência necessária para que me adaptasse ao estilo da “BANDA DA COINA” sem qualquer problema.
SN: Um dos problemas dessa tarefa era, obviamente, teres de passar horas a fio a tocar. Como geriste essa situação?
R. Caneco: Tinha identificado previamente os dois potenciais problemas: costas e necessidades fisiológicas. Tratei de arranjar uma posição confortável a tocar e não bebia muita água e nem toquei na cerveja… Esqueci-me dos pulsos que doíam à força toda a partir de terça-feira (se calhar porque estive a tocar até ao meio-dia e tal no “Parlapié After-Hours!”).
SN: O que sente um músico quando vê uma sala de baile completamente cheia em delirio?
R. Caneco: Uma sala cheia e em delírio é o sonho de qualquer músico. Obviamente que sentimos essa energia que faz com que nós vamos buscar forças onde não julgávamos ter e transmitimos para o público outra dose de loucura carnavalesca. É um círculo contínuo.
SN: Entre tantas marchas, existentes no vosso repertório, existe alguma que te dê mais prazer tocar?
R. Caneco: Tem tudo a ver com a questão anterior: marchas preferidas são aquelas que levantam as pessoas das cadeiras para irem despegar-se para o meio da sala!
SN: Lembro-me perfeitamente que o teu blogue (Vista do Suberco), foi o primeiro a anunciar a existência do Sky Naza. O que tens achado da evolução deste projecto?
R. Caneco: Tens tido uma evolução consistente e refrescante, apresentando novos conteúdos e novos formatos. Este tipo de entrevista é exemplo disso mesmo. Continua a noticiar, opinar e dar cor à nossa blogosfera!
SN: Deixa uma breve mensagem a todos os foliões que nos visitam diariamente.
R. Caneco: Continuem a visitar o Sky Naza e bom Carnaval!
terça-feira, janeiro 26
ENTREVISTA: Eduardo Hespanhol revela-nos alguns dos segredos das emissões Especiais de Carnaval
As entrevistas continuam e, desta vez, fomos ao encontro de Eduardo Hespanhol para que este nos revelasse alguns dos pormenores do seu programa na Rádio. As emissões Especiais de Carnaval vão para o ar todas as 4ªs, 5ªs e 6ªs à noite, em 100.6, na Nazaré FM. Ao longo das 3 horas de emissão, o locutor nazareno oferece-nos momentos de boa disposição com vários foliões em estúdio. Fique a conhecer melhor o programa...SN: Eduardo, um programa de Carnaval com convidados especiais repletos de histórias para contar, boa música e muita, muita animação. Como te sentes ao partilhar todos estes bons momentos com o povo nazareno?
E. Hespanhol: Primeiro sinto uma enorme responsabilidade ao saber que estou a ser ouvido não só pelo povo nazareno mas também por pessoas de outras localidades e países que durante o programa e durante o ano me fazem chegar essa informação e que divertem-se muito.
Segundo sinto-me um afortunado por ser eu, Eduardo Hespanhol, um simples carteiro a conversar e não entrevistar, muitos e muitos foliões de todas as gerações. Eu disse conversar pois tento fazer o programa muito informal e ser espontâneo, pois o carnaval é mesmo isso. Alegria, boa-disposição e espontaneidade
SN: Quem conhece o programa sabe que pode esperar, tanto da tua parte como da parte dos convidados, muita animação. Quais as entrevistas mais cómicas que por lá já passaram?
E. Hespanhol: Essa é difícil... Não salientar a mais cómica , pois quase todas se equivalem, mas vou salientar um grupo de nome Oopy Doop. Sendo um grupo de pessoas de muitos poucos recursos financeiros, mostraram uma alegria imensa que fizeram ver a muitas pessoas que o carnaval, com pouco dinheiro , também é um carnaval feliz. E fizeram-me chorar em directo. E também a muitos dos que as ouviram, pois fizeram-me chegar essa mensagem.
SN: Qual o grupo que marcou presença em maior número numa entrevista?
E. Hespanhol: Talvez as trotinetas..... Pois são um grupo de abrange muitos outros grupos.
SN: As questões colocadas aos convidados surgem naturalmente, ou são preparadas com antecedência?
E. Hespanhol: São um misto. Preparo meia dúzia, ou, até ás vezes apenas uma, baseando-me, claro, no conhecimento que tenho de determinado grupo ou pessoa. Mas muitas vezes vai "ao sabor da maré".
SN: Quem te conhece sabe que, por norma, arranjas sempre uma boa resposta nos momentos mais embaraçosos. Falo, pois, das tais brincadeiras que por vezes acontecem em directo. Lembras-te de alguma situação em que te tenham deixado completamente sem palavras?
E. Hespanhol: Lembro-me. Foi quando um elemento de um grupo disse em directo que eu deveria ser um dos reis do carnaval. Não estava á espera. Fiquei surpreso e envergonhado. Senti mais calor na cara do que se tivesse bebido um copo de vinho tinto do bom. Mas,também quando se metem com outros elogios fico muito embaraçado. Não lido muito bem ca coisa. É do tipo: um é bom , dois é demais.
SN: Dos programas que tens na Rádio este é o que te dá mais prazer fazer?
E. Hespanhol: Sem margem para dúvidas! Mas também é o que me dá mais trabalho.
SN: As transmissões do programa poderão também ser visualizadas através de vídeo. Como vês esta aposta por parte da Rádio Nazaré?
E. Hespanhol: Esta é uma aposta ganha que surgiu em 2008. Uma ideia minha e do meu primo To-Né Espanhol, com quem partilhei o primeiro ano de Especial Carnaval,e a quem agradeço do fundo do coração a ajuda que ainda hoje ele me dá, apesar de não estar ao meu lado no estúdio. Acredita que foi muito especial da minha parte partilhar essas horas com ele em estúdio. São laços muito grandes que nos unem.
SN: Como ocupas os convidados durante os periodos em que estão a passar as marchas?
E. Hespanhol: Vamos conversando variadíssimas coisas. Coisas pessoais. Algumas não se podem pôr para o ar, como deves calcular.
SN: Sabendo que também nos visitas, o que tens achado da evolução do projecto Sky Naza?
E. Hespanhol: Se eu ainda não deixei de vos visitar é por que o blogue continua em grande crescento.
SN: Deixa uma breve mensagem a todos os foliões que nos visitam diariamente.
E. Hespanhol: Gozem bem o carnaval. Aproveitem estes dias da melhor maneira. Sejam CARNAVAL!
PS: Obrigado por se terem lembrado de mim. Muitas felicidades. Bem hajam.
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