MAR ALTEZINHE DOCEZINHE
Cantam: AS CHÔCHE
Ah Mar Alti
Mais de mil balhes que balhámes juntes
Mais de mil tralhes que caímes juntes
C’a imprial à fartura
Eu tou aqui chê de securas
Só t’alembra coisas párvias
Tu és um gaje das arábias
Ah Mar Alti
Mar Al-ti-ti
Ah Mar Alti
Mar Al-ti-ti
Ah Mar Alti
Mar Al-ti-ti
Ah Mar Alti
Mar Al-ti-ti
Ah Mar Alti
Mar Al-ti-ti
Ti-ti
PAROU!
Faz muma marcha
Pa balhar a noite toda
Pões a nha cabeça à roda
E os pezinhes àrrejar
Coisa impertante
Qu’é a marcha do mê balhe
Ah Mar Alte eu nunca falhe
Já me quere àrrebelar!
VIROU!
Abre a boca
E fecha os olhes
Vou-te dar um bombom
Um bêjinhe
E outre bêjinhe
Que mêguinhe qu’eu som
Ai amor vê lá se te despachas
Pra isse há o reste do âne num achas
Olhó balhe – a quemeçar
Vâmes é balhar
Não há tempe a perder
Tu tás-me a cansar
Tanhe mais que fazer
Empresta-m’um fate
Pra eu m’ensaiar
Tá o frie acamade
Tou só a espirrar
Já bêbe três xotes
Fique uma beleza
Mande sete arrotes
Mas com delicadeza
PAROU!
Inté faz gôste
No Mar Alte bem despôste
Sobe-me à face do rôste
Um calor calor calor
Rise acamade
Tou virade e baldeade
No tês braces inrelade
Mê amor amor amor
VIROU!
Uma da manhã – Ai! – Bem bom
Mas ond’é qu’eu tom – Bem bom
Já na saie daqui – Ai! – Bem bom
Perdi o Livador – Bem bom
Ouve mê amor – Ai! – Bem bom
Eu vou pa ladêra – Bem bom
Paga-m’um café – Ai! – Bem bom
Já na tou-te a ver – Bem bom
Pede bifanas pós dois
E um barril de cerveja depois
Bem bom
Ai!
Pa-pa-pa-pa-pa-palminhas
Tamém tamém
Ro-ro-rolas à relêta
Ah trola tás inrelade
Vo-vo-vo-voltinhas
Tamém tamém
E o Ma-ma-ma-ma-ma-ma
E o Ma-ma-ma-ma-ma-ma
Mar Alte
Na dêxa ninguém segade!
FICHA 'TÉNICA'
As Chôche são a Tatiana e a Chola.
As marchinhas do Mar Alte são cantadas p’os Chôchos, salve seja, issé qu’era bel, tôdes mênes eles, e já agora os Chôchos são o João Miguel e o Hugo Piló, ma na são nada Chôchos, nem pra lá caminham, ainda guestava de saber quem é o parve qu’inventa estas alquevitices. Eu na fui. Quem mandou niste tude foi o Pompeu, ele é que amanda aquelas ordens do Parou! e do Virou! e a gente só faz o qu'ele manda, por isse é qu'ele é Presidente e a gente não. E ele tamém não é Chôcho.
As letras são do Carepa, e ele pede desculpa por isse, mas quem dá o que tem a mais não é obrigade. Na lhe pecem mais coisas, qu’isse é qu’ele cria! X’ó tar, X’ó ir, X’ó coise.
A múseca e os arranjes musicais é que salvem iste tude, côme é questume, e foi o Nuno Abelha que fez tude sozinhe, abençoade. És uma riqueza, ah Nune!
As fótes do meikingue ófe são do Paule Casalinhe, mas, come é a primêra vez qu’ele tira fótes, na pesémes ninhuma aqui, tivemes mêde que ficassem desfecadas. Desfecadas dum ombre, ó qui é.
O estúdie de gravação foi o quarte do Nune, e tavem lá mais de quatrecentas e vinte e duas pessoas àssestir, nunca mais lá entra ninguém qu’eu na dêxe. Se quiserem assestir às gravações, vejem no Feicecuque e já gozem. Xô, cansadores das almas!
E prontes, esta é a FICHA TÉNICA. Tá Ficha.